O Comedy Store deu espaço a um espectáculo de Stand Up mais diferente. Não é um one man show, mas são, na verdade, três cavalheiros (Arj Barker, Doug Benson e Tony Camin que dão voz aos Marijuana-Logues) a falar cobre Marijuana de forma super descontraída. Gostava de falar mais sobre o disco e fazer a minha review habitual, mas estou com alguma pressa, portanto irei apenas postar o alinhamento. Peço desculpa aos lezados.
Fumem o alinhamento:
1.Ah, Marijuana
2.Legalize It
3.High On Life
4.Alleged Side Effects
5.Hemp Clothing
6.If Pot Could Talk
7.Wake And Bake
8.Get High School
9.Best Weed Ever
10.Cats Are Funny
11.This Just In
12.Reality TV
13.Fun Fact
14.Travel-Logues (One)
15.You Don't Even Know, Dude
16.Bittersweet Moment
17.Travel-Logues (Two)
18.Bong Joint Pipe
19.Girls Are Funny
20.Seedy Daddy
21.Letters To A Brand New Baggie
22.Legend Of 420
23.Unfun Fact
24.Anti-Pot Ads
25.Fond Memories Of A Bach Concert
26.Dumb Off
27.List Of Things
28.Unhappiest Place On Earth
29.Don't Smoke And Drive
30.Final Thoughts
Comedy Store na antena da RUC no próximo Sábado à mesma hora! Uma boa semana para todos!
"Oh 'morzinho, 'quié p'a ti o Amori?" é o que se ouve no irresistível vídeo de casamento do Pazito, uma lenda do Youtube (if I may). Mas fora de playbacks e vídeos cuja fita está besuntada em mel, o Comedy Store ficou romântico (fora do Dia dos Namorados, porque para mim é mais uma boa desculpa para usar Al Capone como inspiração para remakes) e decidiu falar no Amor...mas claro, nunca de forma politicamente correcta. O álbum escolhido foi o "Dayglo", dos LOVE (maiúsculas de propósito) Battery, com viagem até ao ano de 1992.
Masturbem-se com o alinhamento:
Dave Attel - Love
Chris Rock - Love
Love Battery - "23 Modern Stories"
Joe Rogan - Jerk Off First, Safe Zone
Joe Rogan - Lady And Her Son, Ex-Boyfriends Are Hungry Wolfs
Love Battery - "Blonde"
Jimmy Carr - Girlfriends
Jimmy Carr - Any Single Men
Love Battery - "See Your Mind"
Lewis Black - Who's Fucking Who?
Sam Kinison - Love Song
Love Battery - "Side (With You)"
Love Battery - "Out Of Focus"
The Comedy Store volta para a semana à mesma hora! Uma boa semana para todos!
Último Especial da maratona de George Carlin no Comedy Store a terminar com o bem conhecido "Life Is Worth Losing", de 2006. Todo este CD foi gravado ao mesmo tempo que o HBO Special do mesmo nome. Foi também o seu penúltimo álbum, pois dois anos depois foi o lançamento de "It's Bad For Ya" e, infelizmente, também o ano da morte de Carlin. "Life Is Worth Losing" tem tudo bem decorado e preparado, as temáticas foram-se tornando mais negras e obscuras, mais deprimentes com o seu quê de "self-awareness". Um Carlin muito mais crítico e (digamos) irritado, que não quer saber e que entra em palco para dizer o que acha que deve dizer. Aqui uma entrada do (mais conhecido) "velho resmungão" que crítica "à força toda" o povo americano e a inerente estupidez.
El alinhamento:
1.A Modern Man
2.Three Little Words
3.The Suicide Guy
4.Extreme Human Behavior
5.The All Suicide TV Channel
6.Dumb Americans
7.Pyramid Of The Hopeless
8.Autoerotic Asphyxia
9.Posthumous Female Transplants
10.Yeast Infection
11.Coast-to-Coast Emergency
Como já disse, este programa marca o final da maratona Especial George Carlin, por isso o TCS volta para a semana, à mesma hora e com novo material! Uma boa semana para todos!
Terceiro programa Especial para George Carlin desta vez com recuo até 1990. "Parental Advisory: Explicit Lyrics" marca, de certa forma, uma ligeira perda de originalidade que é compensada com doses mais intensas de humor observacional. Muitas das piadas figuram no Especial para a HBO, "Doin' It Again", mas foram adaptadas para CD com o lançamento deste álbum. Agora já são bem evidentes os toques de "velho resmungão", uns toques de "não quero saber", um álbum que começa com Carlin a pedir ao público para se acalmar para deitar cá para fora: "Don't you think it's just a little bit strange that Ronald Reagan had an operation on his asshole and George Bush had an operation on his middle finger?". Esta evolução "Carliniana" é considerada por muitos (principalmente Louis CK. O que o impressionou foi o facto de George estar constantemente a fazer novos HBO Specials sempre com material novo.) um excelente exemplo de comédia: o dizer o que pensas, o que sentes. O título do álbum diz tudo, não é adequado aos mais pequenos, MAS pode, no entanto, ser adaptado a algo mais soft, porque mais pequenos podem aprender desde cedo com este senhor (apesar de eu ser fã de que as crianças ouçam isto totalmente raw.). Este foi o penúltimo Especial de Carlin, para a semana será o IV e último. É esperar para ouvir.
Agora o celestial alinhamento:
1.Offensive Language
2.I Ain't Afraid Of Cancer
3.Some People Are Stupid
4.Rape Can Be Funny
5.Feminist Blowjob
6.Good Ideas
7.Things You Never See
8.Things You Never Hear
9.Things You Don't Wanna Hear
10.Life's Little Moments
11.I Love My Dog
12.Organ Donor Programs
13.Don't Pull The Plug On Me
14.They're Only Words
15.Euphemisms
16.Modest Mouse - The Whale Song
Com isto me despeço. O Comedy Store volta no próximo fim-de-semana à mesma hora de sempre com o último Especial dedicado ao grande George Carlin. Uma boa semana para todos!
Madrugada de 29 de Abril marcou o dia para escutarmos mais um álbum de George Carlin, mais um programa Especial dedicado a este comediante. No todo será um "Especialíssimo" de vários programas seguidos dedicados à obra deste cavalheiro, um dos Stand Up Comedians com uma evolução bastante gradual e curiosa. E o porquê desta série de Especiais? Como foi dito no programa anterior, 12 de Maio de 1937 marca a data de nascimento de George Carlin, logo durante o mês de Maio (de certeza) e talvez um bocadinho mais, Mr. Carlin vai tomar conta da antena RUCiana às 2 da matina de Sábado para Domingo.
Aqui, Carlin já tinha um cabelo mais curto (ao longe fazia lembrar um Simon Pegg americano e com cara de mau) e umas ideias mais organizadas e críticas. Assim, 3 álbuns e 8 anos depois, este Comedy Store acolheu "A Place For My Stuff", de 1981. É dos álbuns de comédia mais originais e dinâmicos que tenho vindo a ouvir (assim como "Rant In E Minor" e "Arizona Bay" de Bill Hicks). Mas este tem a particularidade de ter sido gravado em inícios da década de ´80, o que o torna ainda mais impressionante.A abordar temas como publicidade, religião e aborto da forma mais irónica possível, Carlin arriscava-se bastante, tendo em conta a época em que o estava a fazer. A sua forma de abordar todos estes temas era super original daí eu admitir (com alguns nariz torcidos) que prefiro este George Carlin ao mais tardio "velho resmungão". Um bom exemplo é a "Interview With Jesus" (do qual mais tarde Herman José deve ter tirado o exemlpo) ou a "Asshole, Jackoff, Scumbag". Os Announcements também estão algo de totalmente hilariante e original. Resumindo: este é um fantástico álbum por George Carlin que deve ser tido em conta como um excelente álbum de comédia! Agora o alinhamento:
1. Acknowledgements
2.Opening
3.A Place For My Stuff
4.First Announcements
5.Have A Nice Day
6.Rice Krispies
7.Second Announcements
8.Interview With Jesus
9.Join The Book Club
10.Abortion
11.Third Announcements
12.Ice Box Man
13.Fourth Announcements
14.Asshole, Jackoff, Scumbag
15.Fifth Announcements
16.Fussy Eater (Part 1)
17.Sixth Announcements
18.Fussy Eater (Part 2)
19.Seventh Announcements
20.Yawning Sons - Ghostship/Deadwater
Com isto as mais cordiais despedidas e o aviso de que para a semana não irá haver programa dada a emissão em directo que vamos ter da Queima das Fitas. Uma boa semana para todos!
No passado Comedy Store emigrámos (quais passarinhos sem passaporte) até ao ano de 1973 para nos encontrarmos com um George Carlin de longos (loooooooongoooooos) cabelos e formosa barba, algo que constitui um aspecto que acaba por remeter para um The Dude dos anos 70 que em vez de jogar bowling fazia Stand Up Comedy. E quanto mais penso nisso, mais me convenço de que o Dude foi inspirado neste cavalheiro. Talvez Carlin não se metesse no meio de negociatas entre alemães loucos desesperadamente em busca de dinheiro fácil e um magnata rodeado por uma esposa que não é mais do que uma acompanhante de luxo/pornstar wannabe e uma filha que se auto-define como artista como desculpa para andar nua durante todo o dia, mas sem dúvida que este young (e mesmo assim não tão "young") Carlin tinha a relaxada atitude de stoner e um humor que procurava quebrar todas as regras daquela altura (tal como Lenny Bruce). Ah, e acredito que ele tenha roubado mais do que simples tapetes a um indivíduo que partilhasse o mesmo nome.
O George Carlin da altura era wild e irreverente, mas já em vias de se acalmar da sua postura de (late) teenage outlaw. Passou a exprimir essa irreverência em shows humorísticos e saiu-se muito bem. Talvez uma viagem ou outra até à cadeia logo após um espectáculo fosse habitual, mas não o impediu de se tornar no gigante da comédia (o velho resmungão) que hoje conhecemos.
O Especial totalmente dedicado a George Carlin surge dada a aproximação do aniversário do nascimento de George Carlin, que nos leva até 12 de Maio de 1937. Irão haver mais especiais a seguir a este, igualmente dedicados ao senhor Carlin de forma a pudermos acompanhar a curiosíssima e bastante progressiva evolução deste comediante ao longo dos muitos anos que fez comédia (até 22 de Junho de 2008, ano da sua morte, para ser preciso).
Este primeiro Especial foi marcado pela partilha radiofónica completa do seu álbum de 1973, "Occupation Foole", álbum em que é ainda evidente uns muito ligeiros toques críticos, mas ainda muito frescos e inocentes (por comparação o que veio a fazer). Dito isto, passemos ao alinhamento:
1.Welcome To My Job
2.Occupation: Foole
3.White Harlem
4.The Hallway Groups
5.Black Consciousness
6.New York Voices
7.Grass Swept The Neighborhood
8.Childhood Clichés
9.Cute Little Farts
10.Raisin Rethoric
11.Filthy Words
12.Chicago Odense Ensemble - "Delivery"
Por fim, deixo as mais modestas despedidas, aconselho a que ouçam o próximo Comedy Store, pois vamos ter mais Carlin para dar (e não vender) e desejo a todos uma excelente semana!
Segunda parte do tão animado tema que é o Sexo. Desta vez aterrámos no álbum "Step Forward" dos New York Ska Jazz Ensemble, de 2008. Agora o alinhamento mais actualizado do que na semana passada:
1.Bill Maher - War On Sex
2.New York Ska Jazz Ensemble - "Take Five"
3.George Carlin - Sex In Commercials
4.George Carlin - Pet Sex
5.New York Ska Jazz Ensemble - "Boogie Stop Shuffle"
Agora o alinhamento de há duas semanas atrás, que, por uma razão qualquer da qual não me recordo, não coloquei a playlist no blog. Mas adiante, porque está escrito agora. O tema foi Sexo (ora sim, senhora) e escolhido foi o álbum Hyena Safari dos Messer Chups (que tem uma baixista...sim senhora). Passando, portanto, ao louco e peculiar alinhamento que delira com as instabilidades hormonais:
Foi mais um dia que passou e deparamo-nos com o maravilhoso dia das mentiras. 1 de Abril chega e que posso fazer senão um programa relacionado com a magia que este dia emana durante todas as suas 24 horas?
O álbum escolhido foi o Bass Chalice, dos 10 Ft. Ganja Plant, lançado no ano de 2003. Um Dub/Reggae a animar o éter a uma hora tão tardia e a acalmar os ânimos depois de um GNGL tão agressivo.
Passemos então à delícia que foi o alinhamento:
1.Sam Kinison - Cheating
2.Eddie Izzard - Machines That Lie
3.10 Ft. Ganja Plant - "Engine Trouble"
4.10 Ft. Ganja Plant - "Deliver Us Jah" 5.Patrice O'neal - Cheating
E a hora volta a mudar e je, moi meme é que tem que levar com isto pela segunda vez. Nada de grave, o programa passou, "hora" essa!, se me permitem o trocadilho. Hoje, as mais sinceras desculpas, mas o post vai ser bastante conciso. Irei apenas colocar o alinhamento porque estou com uma pressa duplicada. O álbum escolhido foi a compilação de Funk/Soul, lançada em 2004, Jalapeno Sound System.
Acabámos hoje a escutar a segunda parte para o Show de Eddie Izzard, Dress To Kill, do ano de 1998. Este especial bastante especial que ficou dividido em duas partes tem duração de cerca de hora e meia, daí a sua forçada divisão em dois programas.
Eddie Izzard, cavalheiro de nome Edward John Izzard causa alguns temas de conversa pelas suas aparências durante os espectáculos. Apesar de heterossexual, Eddie é travesti e bastante confortável com isso (e muito bem, ora essa!). Além de comediante é também actor e conta com algumas participações em filmes como Ocean's Twelve a The Chronicles Of Narnia.
Eddie tem um estilo de comédia bastante observacional (já por si peculiar), mas acaba por fazer do show um monólogo enorme, uma longa divagação, mas sem nunca perder a atenção do público. Perde-se aqui e ali, vai quebrando a "4th Wall" (com ocasionais observações ou perguntas retóricas: "I think this joke deserves a bigger laugh...") e acaba sempre por ir pescar observações de há meia hora atrás para completar a piada que está a fazer (várias vezes) num improviso simplesmente fantástico. Qualquer pessoa que ouça este ou qualquer outra performance de Izzard, repara sem qualquer dúvida que ele não é um comediantezito que se lembrou um dia de subir a um palco e mandar bitaites, não senhor. Ao seu humor bastante natural está inerente a sua vasta e invejável cultura. Um homem com um vasto e interessantíssimo conhecimento e curiosidade pelas coisas.
Com isto termino esta crónicazita e deixo a recomendação de Izzard para todos os amantes de comédia.
Uma boa semana para todos!
Dada a excelente falta de atenção do locutor, foi adiado mais um programa especial. Desta vez dedicado a Eddie Izzard (nascido a 9 de Fevereiro de 1962), temos o primeiro Comedy Store dividido em duas partes obrigatórias (Que loucura!)! Escutámos parte da performance de Eddie Izzard em "Dress To Kill", gravado em 1998 e para a semana à mesma hora, iremos escutar o resto. Com isto dito, fica completo este post. Mais pormenores para a semana porque hoje fica só o aviso de que o programa de hoje (pausa dramática/sombras bem escolhidas/câmara num ângulo arrojado)...ainda não acabou...(Wwwwooooowwwww!).
Fiquem atentos ao éter dos 107.9FM ou dêem uma voltinha cibernética por www.ruc.pt .
Com isto me despeço e desejo a todos uma excelente semana!
Pronto, peço desculpa e prometo que no próximo TCS vou abdicar da participação de Bill Hicks (que droga, neste programa já usei material dele que, bem dividido, dava para umas quantas grelhas). Mas, como podem ler na imagem, a única coisa que digo é um pseudo-irónico "I'm Sorry Folks" e continuo com a minha vidinha. Estou a brincar. Eu passo desde já a explicar último programa:
Especial Bill Hicks porque, na semana passada (e calhava precisamente no mesmo dia do programa!) me escapou o aniversário da morte de Bill Hicks (26 de Fevereiro de 1994). Não olhando para a coisa de forma negativa, aproveitei e fiz uma segunda parte para a temática de Hecklers com este mesmo 'álbum', "I'm Sorry Folks" de 1989 que é, basicamente um antro Heckliano do pior. Aproveitando ainda a minha distração da semana passada, tornando-a em algo positivo, quem melhor para desejar os Parabéns à nossa querida RUC a não ser o nosso adorado Hicks? Portanto, distraí-me um bocadinho na semana passada, mas (nem de propósito) resultou em algo muito interessante, uma mistura de temas engraçada.
Ora bem, como já disse, ouvimos o 'álbum' (é mais uma simples gravação. não foi um álbum no verdadeiro sentido da palavra, se é que me faço entender.) "I'm Sorry Folks", de 1989, uma das piores sessões pelas quais Hicks passou (mas se virmos várias performances de comediantes, reparamos que nem foi assim tão mau). Álbum musical para o homónimo de 1992 dos Marblehead Johnson (são, basicamente Bill Hicks, Kevin Booth e Pat Brown) uma banda formada por amigos que resultou num álbum que só existe em formato digital e que nunca foi vendido. Uma brincadeira, por assim dizer, mas sem perder o seu interesse, claro.Tivemos uma hora 100% Hicks:
1.Marblehead Johnson - "Birthday Song"
2.The Courage Of My Own Beliefs
3.You Suck
4.That's A Nice Fella Back There
5.Peeing On The Dead
6.I Do Suck
7.Oklahoma
8.Almost Broke My Back
9.Filthy Boy
10.This Is Comedy Hell
11.Anti-Christ
12.You're Proving My Point
13.Freebird
14.You Will Be The First To Leave
15.This Is My Second Show
16.Uncle
17.Marblehead Johnson - "Lay Of The Land"
E, por fim, foi esta a senhora playlist. Desde já os parabéns do Comedy Store (mesmo que atrasados) à Rádio Universidade de Coimbra, uns belos 26 anos (de Rádio livre). Despeço-me também de todos vós e um até para a semana, à mesma hora em 107.9FM ou www.ruc.pt
E porque o tema do Comedy Store pedia psicadelismo, contámos com esta compilação dos Jefferson Airplane, lançada no ano de 1970. Curioso, porque ao contrário de outras compilações intituladas "Best Of's" esta é um "Worst Of". Pensei em The Doors mas seria demasiado melancólico para manter o pessoal acordado aquela hora, portanto, foi Jefferson Airplane a colorir mais uma edição de Comedy Store.
1.Dave Chappelle - Drug Problems
Acho que é dos clips mais engraçados que já vi acerca de droga. Acho que, por muito triste ou irritante que alguma coisa seja, só o facto de ser Dave Chappelle a contar, já é o suficiente para a tornar hilariante. O homem tem um enormíssimo jeito para a coisa, que posso dizer? Já é um "convidado" (um pouco forçado) do programa (assim como os restantes neste programa), mas por alguma razão é. O que eu me ri naquele estúdio...
2.Jefferson Airplane - "White Rabbit"
3.Jefferson Airplane - "Somebody To Love"
4.George Carlin - Drugs
5.Jefferson Airplane - "Blues From An Airplane"
6.George Carlin - Interview (Drugs)
Porque nem sempre é para rir, decidi passar o som deste último vídeo que conta com duas entrevistas dadas por George Carlin. É interessante ver o outro lado de alguns comediantes, quando realmente falam a sério sem a pressão de estar a fazer os outros rir. Dá-lhes liberdade de transmitir as suas ideias de uma outra forma, mais relaxada. Carlin falou então acerca da sua experiência e opinião acerca de drogas. Não temos que concordar, mas nada nos impede de ouvir com atenção o que este cavalheiro tem a dizer.
7.Jefferson Airplane - "Martha"
8.Bill Hicks - Smoking
9.Bill Hicks - Great Times On Drugs
Como ultimamente temos tido temas bastante pertinentes e "sérios", tenho passado bastante Bill Hicks, porque este senhor foi um dos primeiros a vir falar destes temas em palco enquanto comediante e sem dúvida o primeiro a fazê-lo da maneira que fez. O que me espanta é a quantidade de informação que ele possuía acerca das coisas. Informação que, hoje em dia é perfeitamente banal graças à Internet e a outras facilidades em vários meios de comunicação, mas na altura não era tão óbvio quanto isso e ele sem dúvida sabia do que estava a falar e de como falar acerca disso. Um comediante que aprendeu bastante com os seus erros. Por fim, uma boa semana para todos e um Feliz Aniversário adiantado à Rádio Universidade de Coimbra!
Porque nem sempre um show corre bem, um programa dedicado a intervenções de hecklers é, sem margem para dúvidas, indispensável. Mas o que é, na verdade, um heckler? Tomei a liberdade de pesquisar no dicionário por mera curiosidade:
-heck·le - To try to embarrass and annoy (someone speaking or performing in public) by questions, gibes, or objections; badger.
Mas, não ficando satisfeito com a definição à qual foi de encontro, decidi pesquisar o significado de "heckler" no antro de sabedoria do cosmos das Interwebs que é o Urban Dictionary. Entre outra definições mais falaciosas, encontrei pérolas que mereciam lugar de destaque em dicionários de renome. Pérolas como:
- heckler - 1 - An idiot who feels the compelling need to be an asshole;
2 - One who insults and harrasses others to feel better about oneself;
3 - See asslantern.
ou então
- heckler - Hater & judge. Not the same as a critic though. They are disrespectful half breads that feel everyone has to live by their opinions. Most of them 18-30+old, either live in theirs mothers/family's home still to feed off the maternal tit. Have no direction, lack stature and morals in human behavior.
Depois disto, senti-me esclarecido. Espero que se sintam da mesma maneira.
Voltando ao nosso programa propriamente dito, escolhi um álbum bastante recente, lançado em Abril de 2011. Chicago Odense Ensemble com um álbum homónimo. Mistura entre Jazz e Rock Psicadélico que resultou muito bem, a meu modesto ver.
E a maravilhosa playlist heckliana foi esta:
1.Ronald Reagan Tells Heckler To Shut Up
Foi em San Diego, pouco antes da eleições presidenciais de 1980, nos EUA. Nada de mais, simples e objectivo, Reagan solta um sonoro e sentido "Aaaahhh, shut up!" ao individuo que o interrompia (o dito heckler) e recebe um enorme aplauso por parte do restante público. Mas isto foi apenas uma introdução, pois claro. Agora vamos avançar para o nosso querido estilo que é o Stand Up Comedy!
2.Jamie Kennedy - Ripping A Heckler
Pronto. Com isto somos sugados para o mundo do Stand Up. Jamie Kennedy que não só é interrompido como também não deixa a heckler em paz durante 2 minutos. Já não basta interromper a performance, tem de ser humilhada sem qualquer pudor. Mas como iremos reparar, grande parte dos hecklers gozam com eles próprios, o que torna a experiência ainda mais interessante e hilariante.
3.Steve Hofstetter - Gets Heckler's Girlfriend To Leave Him
Steve Hofstetter a mostrar que estupidez proveniente de abuso de álcool e heckling pode ser prejudicial a longo prazo. Depois de lidar com o mocito que se mostra bastante bipolar, Steve responde e mantém a calma, fazendo, (como já disse) com que o "intruso" gozasse com ele mesmo.
4.DC Heckler vs. Ari Shaffir
Vou ser sincero. Humor que dê azo a racismo, por muito inocente que seja a intenção, não é do melhor humor que se pode fazer e acaba por ser uma forma barata de comédia. Mas é apenas a minha opinião, claro. No entanto passei este excerto de Ari Shaffir apenas por causa da intervenção heckliana.
5.Bryson Turner - Owns Heckler, Wins Backcrowd
6.Louis CK - Hecklers
Tivemos um videozito que ainda há pouco tempo se tornou viral pelo site 9GAG, mas nada que lhe tire a qualidade, ora essa. Boa resposta, timing um bocado disperso, mas nada de grave. Depois o nosso favorito gingerhead (não, não é o Carrot Top, credo...). Falo de Louis CK. Tão "suave" na sua reacção, tão calmo e casual. É fascinante ver comediantes a desenrascarem-se tão bem.
Tivemos um late George Carlin numa super agressiva resposta a um heckler e, bem vistas as coisas, quem é o doido varrido que pensa sequer em interromper o espectáculo de Carlin?! E dito isto, saltamos dos EUA para o Reino Unido onde nos encontramos com Jimmy Carr, uma das mais loucas e extravagantes mentes no humor negro. Aparentemente um individuo muito clean cut, mas não nos deixemos enganar. Neste excerto não dá para entender muito bem o quão agressivo o humor dele é, mas sem dúvida que deixa muitos hecklers à nora.
10.Bill Hicks- Freebird
11.Bill Hicks- You Suck
E caímos nos loucas e perdidas mentes que tentam interromper um show de Bill Hicks. Ambas a faixas retiradas do álbum de 1989, I'm Sorry Folks, que é um antro de heckling louco, um terrível álbum no que toca ao público, mas é fantástica a interacção e as respostas deste comediante aos hecklers. Com isto me despeço. Uma boa semana para todos!
Talvez a ironia tenha prevalecido com "animar o ambiente falando de Guerra", mas que seria deste programa se o próprio responsável pelo mesmo não tivesse momentos de bestialidade? Sou fã de humor negro e brincar com a guerra é algo de fascinante (eu ainda não me lembrei de fazer um Especial 9/11), porque (sejamos sinceros) é nada mais nada menos do que a forma adulta de "brincar aos cowboys" (e não, por favor não direccionem esta expressão para a intimidade de um casal num quarto fechado). A temática do Comedy Store tem vindo a ficar mais séria, é verdade, talvez até mesmo uma tanto mais pesada do que promete um programa de comédia, portanto, para a próxima semana iremos relaxar, sit back and enjoy the pleasures of laughing. Iremos ter um tema mais "soft" para um rir descontraído sem estarmos a pensar em coisas assim um pouco mais preocupantes como...sei lá...uma terceira Guerra Mundial, por exemplo.
Deixando a inspiração irónica do meu ser, submeto sem mais demoras o álbum do qual retirei algumas das faixas que ouvimos. Não é novidade, já celebrou 10 anos e tudo, mas é uma boa receita sonora para entreter o nosso "Late Night Show Radiofónico". Álbum este intitulado Keep It Unreal, de 1999 pelo one and only Mr. Scruff.
Ora passemos então ao alinhamento deste lobisomem do éter dos 107.9 FM:
1.Total Collapse - The Build Up To World War III
Talvez alguns não tenham percebido o que quis dizer com "bestialidade", mas aviso desde já que foi num sentido pejorativo. Gosto de um desafio, logo decidi deprimir todo e qualquer ouvinte que acompanhasse o programa com uns nada curtos 5 minutos de pura depressão que envolve uma fascinante antevisão da possibilidade de uma terceira Guerra Mundial. Não me interpretem mal, o vídeo tem a sua pitada de interesse, sem dúvida, mas tendo em conta o amor de pessoa que sou, decidi passar esta pérola das interwebs para chatear os mais fatalistas (e como eu adoro fazê-lo...).
2.Mock The Week - Things You Wouldn't Hear In A War Film
E depois das lágrimas e mais lágrimas a escorrer pelas vossas entristecidas faces, derivadas da total depressão que tomou a antena da nossa amada RU( (também tenho uma veia para exagerar o banal), passámos para uma sessão de brain storming humorístico a cargo destes companheiros britânicos que fazem parte do Mock The Week. Passei material deste programa no Especial de Natal mas há sempre coisas deveras interessantes nestas (quase) one liners.
3.Mr. Scruff - "Spandex Man" 4.George Carlin - We Like War
Num comentário mais direccionado ao comum cidadão americano, Carlin volta a mostrar o seu prazer em fazer pouco da estupidez que, segundo ele, assola o território ocupado pelos 50 Estados Norte Americanos. Sim, Carlin sempre muito, muito irritadiço, mais preocupado em mostrar ao mundo a sua vergonha do que empenhado em melhorá-la, mas não é algo que lhe tire o valor, nada disso. Se passarmos por entrevistas a George Carlin, compreendemos a raiz do seu fatalismo. Ele diz que não quer saber e que gostava de ver o mundo a cair aos bocados, que gostava de assistir a isso. Pode não admitir que se preocupa, mas eu (qual Dr. Phil, ora essa!) acredito que, no fundo, ele quer que tudo melhore (e para aqueles que ficam chateaditos quando falo de artistas já falecidos no presente do indicativo, aproveito para acrescentar que, quando se tratam de artistas, alguém que tenha deixado um legado positivo, com algum talento, usa-se o presente do indicativo. Exemplo: O Jimi Hendrix toca guitarra que nem um doido varrido.)
5.Jello Biafra - The Pied Piper & The Damage Done
Como fui dedicadamente buscar esta faixa ao álbum, tinha medo de não a encontrar no Youtube mas (qual não é o meu espanto!) que encontro esta maravilha dividida em duas partes desiguais neste mesmo site de partilha de vídeo. Continuando a picar as "Teorias da Conspiração", fomos brincar às tropas com o Bin Laden. Com isto dou de caras com Jello Biafra, senhor este que encaixa no conceituado estilo de Spoken Word e que fala, sem qualquer pudor, deste "Monstro Papão" que em tempos amedrontou todo o cidadão que habita nos EUA, ou seja, um bom tema para rir. E bem.
6.Mr. Scruff - "Chipmunk"
7.Bill Hicks - War In Iraq
8.Bill Hicks - Iraq Weapons Conversion
Sim, voltei a usar clips do Hicks. Porquê? Porque encaixa no tema. Ponto final e um obrigado. Para a semana também vou meter, mas o tema será universal, logo teremos muitos e muitos comediante e talvez (quem sabe?) uma segunda parte. Mas não vamos percorrer a infinidade do tempo mentalmente e vamo-nos focar no presente. No início dos anos 90, Hicks foi, talvez dos muito poucos (se não o único) a questionar publicamente e a fazer frente ao governo americano acerca da guerra no Iraque. Um free thinker que, sem dúvida, marcou uma geração e (se tudo correr bem) marcará gerações futuras. E com isto me despeço. Uma boa semana para todos e tenham juízo!
Na última edição do Comedy Store, deixámo-nos envolver na sensível temática da televisão, os mais poderoso de todos os meios dos Media. O programa foi sem dúvida alguma one sided (conspiração até, alguns podem pensar) mas penso que entre comédia e seriedade, o programa resultou bem e talvez se tenha conseguido aprender alguma coisa (nova era de escola radiofónia, ah pois!). Fomos acompanhados pelo álbum Clin D'oeil, de 2008, dos Jazz Liberatorz. Uma dose suave de Hip Hop e Jazz que, na minha opinião, resulta muitíssimo bem.
Ora e a Playlist pede a nossa atenção:
1.Television - Weapon Of Mass Persuasion
Encontrei este vídeo por mero acaso nas Internets. As palavras-chave aqui são "Turn off your Television". A única coisa que talvez seja de algum interesse cívico ver na televisão são as notícias e para isso temos jornais (que apesar de pouco fidedignos, fazem-nos exercitar a leitura). Que vamos ver? Secret Story? O Elo Mais Fraco? A Tua Cara Não Me É Estranha? A televisão portuguesa já copia tudo quanto é "entretenimento" e o canal mais original que já assisti é a TVI24 (qual Fox News!). Podemos fazer barulho, ir beber umas minis para Lisboa, mandar uns calhaus a tudo quanto é político e quando ficarmos sem calhaus, mandamos as garrafas de minis. Depois fazemos uma pausa, vamos reaver os calhaus, comprar mais minis e repetimos os processo. E sim, esta é a minha ideia de uma tarde bem passada...Mas não. O Benfica vai jogar...
2.George Carlin - Avertising & Bullshit
3.George Carlin - The American Dream
Que saudades, hem? Carlin mais uma vez no ar a mostrar-nos a nossa própria vergonha tal e qual o nosso paizinho quando éramos crianças e fazíamos asneira...Ahhhh, as saudades! Não o típico velho resmungão que podemos observar nas ruas Conimbricenses, ruas estas que transbordam de sabedoria estudantil e sabedoria esta que cheira a álcool. George Carlin teve trabalho de nos dizer o que estava mal, mas há uma coisa que falha (na minha opinião): é muito catastrófico. Carlin apenas observa a humanidade e ri-se, chegando à conclusão que não há esperança e que terá prazer de a ver falhar, afirmando que não quer saber. Mas ele quer saber. E esperança nunca fez mal a ninguém.
4.Jazz Liberatorz - "Easy My Mind" (ft.Tre Hardson, Fat Lip & Omni) 5.Network (1976) - Mad As Hell/Turn Off Your Television/We're Finished
Após muitas tentativas falhadas, cheguei à conclusão que o Blogger não me deixa postar vídeos do Howard Beale. Porquê? Não sei, mas não deixa. Posso postar o Mad As Hell, mas assim que chego ao Turn Off Your Televisions, *puff*, nada. No entanto, deixo o link para o vídeo se estiverem interessados. São excertos do filme de '76, Network, que descreve, sem qualquer dúvida o que se passa nos dias de hoje. Uma actualidade também patente em obras como "1984" ou "Animal Farm" do nosso caro George Orwell. Recomendo vivamente a leitura dos livros e a visualização do filme. Vale a pena.
6.Jazz Liberatorz - "Take A Time" (ft. Buckshot)
7.Bill Hicks - Marketing & Advertising
8.Bill Hicks - What Is Pornography?
9.Bill Hicks - Artistiv Roll Call
10.Bill Hicks - The News
Talvez esteja a abusar das participações de Bill Hicks no programa, mas enquanto não me convencerem de que ele não está a tentar dizer alguma coisa, vou continuar a passar material deste cavalheiro. Acho que já dei material suficiente ao longo de posts no blog para saberem suficiente acerca deste comediante, portanto, ficamos por aqui. Uma boa semana para todos!
11.Jazz Liberatorz - "Genius At Work" (ft. Fat Lip & T. Love)
Este último Comedy Store teve um tema talvez um bocado vago, mas com algum interesse (julgo eu): Linguagem. Claro que caímos na língua Inglesa dado programa ser focado em Stand Up Britânico ou Americano. Talvez consiga mais à frente arranjar material acerca da língua Portuguesa, porque (sejamos sinceros) apesar da versatilidade e facilidade de aprendizagem da língua Inglesa, o Português será sempre uma língua mágica e única com a sua complexidade tão característica, mas que acaba por ser o que a torna tão bela (falo antes do acordo ortográfico, claro...cambada de animais...).
Contámos com dois álbuns, sendo um de (mais ou menos) Spoken Word, "How To Speak Hip" por Del Close e John Brent, lançado no ano de 1959 (podemos perceber como se encaixa na temática do programa) e a segundo sendo o "Firescroll", este fantástico álbum dos nacionais (e muito à frente) Primitive Reason. Porquê? Porque escolhi eu este último? Simples. Já tentaram cantar a "Kindian"? Ou a "Shadow Man"? Requer alguma técnica, sem dúvida. Mas também o conteúdo das letras é interessante. É por isso que passei algumas músicas deste álbum. Talvez um bocado violento para a hora a que foi passado, mas é para estarmos acordados, não é assim?
Lamento imenso a acessibilidade menos facilitada aos vídeos neste post, mas ao que parece, o Blogger está numa de se entreter a dar-me cabo do juízo (que já não é muito) portanto deixo apenas o link e um pedido de desculpas, dado que o nível estético e prático são ambos prejudicados.
Caindo neste vídeo: o comediante amador Myq Kaplin (pronucia-se "Máique Cáplin") dá-nos umas risadas levezinhas, nada de muito especial, apenas para aquecer para o que vem aí. A temática acaba por se enquadrar mais a nível escrito, mas encaixa bem no programa.
O bom e sempre delicioso humor britânico. Talvez o sotaque cause problemas a alguns, mas julgo que se percebe bem. O início é bom neste excerto, mas para o fim morre um bocadinho. Começamos a sentir o cheirinho para palavra "Fuck", que, mais à frente, vai ter um destaque especial.
Bob Saget, talvez conhecido como um dos comediantes com temáticas mais nojentas e repugnantes (um mestre a contar a piada The Aristocrats(se tudo correr bem, teremos um especial dedicado a esta piada tão famosa)). Saget toma proveito da sua fama de "porco" e toca esta engraçada canção, sempre bastante sugestiva, que nos leva a pensar na infinidade de coisas que podemos fazer ao brincar com as palavras.
Talvez uma das piadas mais famosas da história do Stand Up Comedy: The Seven Dirty Words You Can't Say On TV. Causou grande alarido na altura (anos 70). Tanto, que Carlin chegou a ser preso após este Especial. O espírito muito prematuro deste comediante deixou piadas e análises super interessantes. Vários profissionais afirmam mesmo que esta é uma análise fantástica destas palavras, especialmente a palavra "Fuck", que tem mais destaque na segunda parte.