domingo, 29 de janeiro de 2012

The Comedy Store 29.01.2012 - Linguagem (aka ENGLISH, MOTHERFUCKER! DO YOU SPEAK IT?!)!)




Este último Comedy Store teve um tema talvez um bocado vago, mas com algum interesse (julgo eu): Linguagem. Claro que caímos na língua Inglesa dado programa ser focado em Stand Up Britânico ou Americano. Talvez consiga mais à frente arranjar material acerca da língua Portuguesa, porque (sejamos sinceros) apesar da versatilidade e facilidade de aprendizagem da língua Inglesa, o Português será sempre uma língua mágica e única com a sua complexidade tão característica, mas que acaba por ser o que a torna tão bela (falo antes do acordo ortográfico, claro...cambada de animais...).
Contámos com dois álbuns, sendo um de (mais ou menos) Spoken Word, "How To Speak Hip" por Del Close e John Brent, lançado no ano de 1959 (podemos perceber como se encaixa na temática do programa) e a segundo sendo o "Firescroll", este fantástico álbum dos nacionais (e muito à frente) Primitive Reason. Porquê? Porque escolhi eu este último? Simples. Já tentaram cantar a "Kindian"? Ou a "Shadow Man"? Requer alguma técnica, sem dúvida. Mas também o conteúdo das letras é interessante. É por isso que passei algumas músicas deste álbum. Talvez um bocado violento para a hora a que foi passado, mas é para estarmos acordados, não é assim?

Caindo agora no alinhamento deste belo programa:

1.Primitive Reason - "Kindian"
2.Del Close& John Brent - Introduction
3.Del Close & John Brent - Basic Hip

 

4.Myq Kaplan - Wordy Words - http://www.youtube.com/watch?v=JV2AR3L_mGE

Lamento imenso a acessibilidade menos facilitada aos vídeos neste post, mas ao que parece, o Blogger está numa de se entreter a dar-me cabo do juízo (que já não é muito) portanto deixo apenas o link e um pedido de desculpas, dado que o nível estético e prático são ambos prejudicados.
Caindo neste vídeo: o comediante amador Myq Kaplin (pronucia-se "Máique Cáplin") dá-nos umas risadas levezinhas, nada de muito especial, apenas para aquecer para o que vem aí. A temática acaba por se enquadrar mais a nível escrito, mas encaixa bem no programa.


O bom e sempre delicioso humor britânico. Talvez o sotaque cause problemas a alguns, mas julgo que se percebe bem. O início é bom neste excerto, mas para o fim morre um bocadinho. Começamos a sentir o cheirinho para palavra "Fuck", que, mais à frente, vai ter um destaque especial.

6.Bob Saget - Old English Folk Song - http://www.youtube.com/watch?v=TLazfBlUkfk

Bob Saget, talvez conhecido como um dos comediantes com temáticas mais nojentas e repugnantes (um mestre a contar a piada The Aristocrats(se tudo correr bem, teremos um especial dedicado a esta piada tão famosa)). Saget toma proveito da sua fama de "porco" e toca esta engraçada canção, sempre bastante sugestiva, que nos leva a pensar na infinidade de coisas que podemos fazer ao brincar com as palavras.

7.Primitive Reason - "Kindian"
8.Del Close & John Brent - Cool - http://www.youtube.com/watch?v=mjXWpK2YqQE
9.Del Close & John Brent - Uncool - http://www.youtube.com/watch?v=P1QOJMm-X-o
11.George Carlin - 7 Dirty Words

Talvez uma das piadas mais famosas da história do Stand Up Comedy: The Seven Dirty Words You Can't Say On TV. Causou grande alarido na altura (anos 70). Tanto, que Carlin chegou a ser preso após este Especial. O espírito muito prematuro deste comediante deixou piadas e análises super interessantes. Vários profissionais afirmam mesmo que esta é uma análise fantástica destas palavras, especialmente a palavra "Fuck", que tem mais destaque na segunda parte.

12.Del Close & John Brent - The Riff - http://www.youtube.com/watch?v=XOf5hYi6zjQ
13.Del Close & John Brent - Field Trip 2 - http://www.youtube.com/watch?v=_K4urb-I6OE
14.Del Close & John Brent - Summary - http://www.youtube.com/watch?v=mxMRCENrEUo
15.Primitive Reason - "Coming In From The Desert"
16.Primitive Reason - "Dinero"

domingo, 22 de janeiro de 2012

The Comedy Store 22.01.2012 - Música


Finalmente (pensam alguns - e por alguns, digo eu) o Comedy Store dedica-se de corpo e alma (entenda-se, radiofónica) à musicalidade do tema "Música"! E que belo tema que é! Tanta coisinha para falar, comentar, opinar, ouvir, rir, etc, etc, etc. Parece que existem sempre alguns "puristas" (talvez não seja a definição mais correcta) que, apesar de alguma radicalidade, acabam por ter alguma razão no que dizem. Música, Música, Música (reparem no uso de maiúscula para escrever a palavra, mas reparem bem!). Vamos então abstrair-nos da surrealidade da realidade e compreender um bocadinho melhor a musicalidade do tema MÚSICA!

Recuámos ligeiramente e fomos de encontro ao álbum de 2010, Valleys of Neptune. Recuando mais um bom bocadinho, é de Jimi Hendrix. Compilação com alguns temas inéditos, lançada há cerca de 2 aninhos atrás. Foi um programa completamente "Rock the fuck out!".

1. Henry Rollins - Shitty Rave Music and Modern Rock


Não dos meus comediantes favoritos, para ser sincero, talvez até um pouco radical na sua opinião, mas o Comedy Store admira quem consegue fazer rir e preza a capacidade de desenvolver opiniões pessoais. Queremos variedade de opinião (e doses industriais de riso, claro.). De entre uma variedade de coisas, Henry é (para além de comediante) escritor, actor, e faz peças interessantes de Spoken Word. É também DJ (o que é capaz de ajudar a perceber este excerto).

2.Jimi Hendrix - "Sunshine Of Your Love"
3.Sam Kinison - Rap Sucks


«The preacher is back! And oh, whe shall praise the Lord fo'that! Oh, thank you Lord!» Momentos de ocasional loucura à parte, foi com Sam que continuámos o programa. Para quem não compreende a óbvia sugestibilidade do título, ele odeia Rap e estes 5 minutos são uma intensa crítica negativa a este estilo musical. Desde a "subtil" (reparem bem no uso de aspas para dar ênfase à ironia, mas reparem bem!) comparação entre Rap e flatulência até à sua opinião acerca de "pérolas" (olhem bem para elas!! Não deixam de aparecer e parecem não desiludir! Aaaahhhhhh!) intituladas "Suck My Dick" ou "We Want Some Pussy".

4.Chris Rock - Defendig Rap Music
5.Chris Rock - Michael Jackson



Que saudades que tínhamos (ou que eu tinha, pelo menos) do senhor Chris Rock. Uma pequena brincadeira, como que uma resposta às palavras de Sam Kinison. Partilha e divergência pacífica de ideias a polir bem a ideia de programa que é o Comedy Store. Há coisas que simplesmente não consegues defender (que são tristes por natureza e não há anda que possamos fazer para as remediar, se me permitem o uso destas palavras) e é sobre como isso se encaixa no Rap moderno que Chris Rock nos fala. Faz-nos pensar um bocado como é que se "evolui" (aspas! Outra vez! Este post transborda de ironia!) de «Ghetto Gospel» para «Move Bitch».

6.George Carlin - Michael Jackson
7.Jimi Hendrix - "Lullaby For The Summer"
8.George Carlin - I'm Musical!
9.George Carlin - The Blues
10.George Carlin - Radio Music And File Sharing





Deixei que Carlin "respondesse" a Chris Rock acerca de Michael Jackson. Não estou a dizer que um tem mais razão que outro, não me compreendam mal, foi apenas com a intenção de organizar a informação para uma melhor digestão da mesma. Voámos desde excertos de audiobooks de George Carlin, até aos seus anos mais iniciais, mais "inocentes" (se me permitem), mas já com alguns sinais do Carlin que fez «Jammin' In New York», por exemplo. Depois um saltinho à violência e agressividade mais tardia deste comediante, para nos voltarmos a entregar a mais um excerto de um audiobook, muito específico acerca de rádio mainstream. Carlin não é para quem se choca facilmente, mas vale a pena ver/ouvir.

11.Bill Hicks - Music Compilation


Para almas que dedicadamente seguem o Comedy Store, seja por curiosidade, seja por pena minha por quase não ter ouvintes, acho que não preciso de muita coisa para explicar quem é este senhor (pelo menos a esta altura do campeonato). Enquanto que Carlin é mais "Oh my God! How can he say such things! I'm offended!" Hicks tira-nos uma reacção mais "Oooouuuuhhh...ouch..." mas isto com intensas gargalhadas repletas de guilty pleasures.

12.Jimi Hendrix - "Hear My Train A Comin'"

domingo, 15 de janeiro de 2012

TCS Dupla Semana de Bill Hicks: 08.01.2012 - Rant In E-Minor /15.01.2012 - Arizona Bay










Nas últimas duas semanas foram estes dois álbuns que rechearam de humor e verdade o éter dos 107.9FM. Pura loucura na antena, se me permitem o entusiasmo! E porquê gastar duas semanas a passar dois álbuns do Bill Hicks? Bem, porque estes são, sem dúvida alguma, dois álbuns únicos na história do Stand-Up Comedy.

Ambos lançados no ano de 1997, cerca de 3 anos após a morte de Bill, os dois álbuns compilam não só algum do melhor material deste comediante como também uma interacção (em tudo experimental) com  música original, composta por Bill e os seus amigos Kevin Booth e Pat Brown enquanto Marblehead Johnson. Álbuns bem estruturados (o Arizona Bay está ligeiramente mais organizado) e bem conseguidos. Sempre que há algum tema que seja mesmo importante, que realmente querem que seja ouvido, podemos reparar que o som do público é diminuído, dando lugar a uma música ambiente que umas vezes conta com Bill a falar em primeiro plano enquanto que noutras, toma conta da rodagem temporal do álbum por si mesma.

Apesar de o meu preferido ser o Rant In E-Minor, devo admitir (pois é bastante óbvio) que o Arizona Bay está muito mais bem organizado, mais coerente tendo em conta o alinhamento do conteúdo e a montagem com a música.
Rant In E-Minor é um álbum mais espiritual, mais abrangente, que mais facilmente chega a entidades (quem sabe) mais longínquas da realidade americana que Hicks tão fervorosamente criticava. É também aquele que tem mais material da fase final da vida deste comediante. Muito do material que aparece no Rant In E-Minor é algum do que foi usado na sua última contribuição no Late Night Show de Letterman que, infelizmente, foi proibido de ir para o ar (isto a 1 de Outubro de '93, se não estou em erro), mas que, em 2009, foi transmitido no mesmo programa, com a presença de Mary Hicks e as formais e públicas desculpas de Letterman à família. Resumindo: Rant In E-Minor é um experiência mais psicológica, espiritual, mais abrangente e madura (se me permitem esta última).
No que toca ao Arizona Bay, acaba por ser um álbum mais específico e fácil de entender por pessoas que estejam familiarizadas com a realidade americana (quer da altura, quer actualmente). É um disco que se destina mais a "picar" e a criticar (muito especificamente) os cidadãos (com especial ênfase para Los Angeles) e governantes americanos, especialmente o "Papá Bush" (quem diria...). Resumindo: Arizona Bay é um álbum muito "específico", não tão abrangente ou espiritual como o Bill Hicks mais tardio que muitos conhecem. Mas, em termos técnicos, é mais bem organizado por comparação ao Rant In E-Minor.

Esta é a minha muito "aérea" review. Dá para ter um cheirinho daquilo com que podem contar se estiverem interessados em se abstraírem da fossa fútil e insignificante realidade física, saltarem para mais uma etapa da pertinente evolução psicológica de que tanto precisamos e irem de encontro à cordial e preocupada mente de Bill Hicks (que profundo).

Uma boa semana a todos, meus caros amigos e amigas.
Bem haja!

domingo, 1 de janeiro de 2012

The Comedy Store 01.01.2012 - "O Mero Acaso" - Dave Chappelle - "For What It's Worth"


Vou ser sincero. Não me consegui lembrar de um tema interessante e/ou propriamente relacionado com a temática do ano novo para este programa, logo, decidi criar esta pequena rubrica (para dar um ar profissional e organizado), "O Mero Acaso", para quando não tenho grandes temáticas para aprofundar. Apenas escolho um CD e passo no ar. É bom porque conseguimos ter em conta pelo menos uma obra completa de determinado Comediante.

Já há três semanas que não ouvem a minha voz de rouxinol, mas vai continuar assim por pelo menos mais duas, porque, como já prometi, as próximas semanas que se seguem estão exclusivamente reservadas a "Rant In E Minor" e "Arizona Bay", de Bill Hicks, a passar de 7 para 8 e de 14 para 15 de Janeiro respectivamente, à hora do costume.

Voltando a "O Mero Acaso" (até que é um nome sonante), o que ouviram (se ouviram) foi a versão áudio do Especial "For What It's Worth", do nosso querido amigo Dave Chappelle, gravado em São Francisco no ano de 2004. Escolhi esta performance porque é totalmente descontraída e muito soft. Tem um humor pouco inocente, mas acessível e dado que foi ano novo e anda tudo pedrado, bêbedo, com a cabra, nas sardas, com a broa, ganzados, todos comidos, torrados, fritos, mamados, a voar, fodidos, no matrix, na quinta dimensão, etc, etc, etc, era preciso algo assim mais desinibido, mais levezinho e bastante engraçado e, na minha opinião, Dave Chappelle toma bem conta do recado. É um bom Especial, mas não dos melhores que já ouvi. No entanto, a  minha opinião não lhe tira o valor, não deixa de ser uma boa performance. Fica aqui o alinhamento:

1.Crackheads And Chocolate
2.Taking The Bus
3.Monkey Pussy
4.Chief Black Feet
5.Purple Stuff
6.Fuck Carrots
7.Disney Dollars
8.Note The Time
9.Where Is Jah?
10.It's All OJ's Fault
11.Smooth As Eggs
12.How Old Is 15?
13.It's A Sale, Son
14.Advice For The Ladies
15.Long Live Chappelles

E por fim, um bom 2012 para todos vós. Esperemos que a 21/12 seja um Zombie Apocalypse, assim ainda podemos andar à pancada e divertimo-nos um bocadinho antes do tão antecipado fim. É um desejo legítimo.
Bom ano, modestos ouvintes, bom ano.